Volkswagen planeja vender a versão de produção do I.D. em 2020

O Salão de Paris apresentou a aposta mais importante da Volkswagen em anos. O conceito I.D., que felizmente não foi chamado de EV, é um veículo elétrico que a Volkswagen quer que seja tão fundamental em sua história quanto o Fusca e o Golf foram… Sua versão de produção deve estar pronta até 2020, mas acreditamos que a maioria dos seus traços de desenho mais marcantes permanecerão os mesmos.

O que mais chama a atenção no novo carro elétrico é o seu alcance: vai de 400 km até 600 km, o que nos faz acreditar que a Volkswagen vai oferecer baterias diferentes, como a Tesla. Ou que a marca acredita que 400 km é o pior cenário, e que um motorista de pé leve poderia alcançar distâncias mais longas, como os 600 km mencionados na foto acima.

 

O I.D. tem 4,1o m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,53 m de altura e tem um entre-eixos de 2,75 m. O raio de giro é de 9,9 m. O novo carro é construído sobre a plataforma MEB, que usa um motor elétrico em seu eixo traseiro. Ele oferece 125 kW, o que permite que o hatchback acelere dos 0 aos 100 km/h em menos de 8 s e atinja a velocidade máxima de 160 km/h.

Os estranhos círculos azuis no teto saltam apenas quando o modo de condução autônomo, chamado I.D. Pilot, é ativado. Eles são scanners a laser que ajudam a guiar o carro. A Volkswagen espera poder oferecê-lo em 2025. Outro sinal de que o I.D. Pilot está no comando são as luzes azuis ao redor do carro.

A distribuição de peso é a que se diz a melhor para carros de tração traseira: 48% no eixo dianteiro e 52% na traseira, o que deve melhorar a tração. Com um carregador rápido, é possível recuperar 80% da autonomia em apenas 30 minutos. Ou pelo menos 320 km com a bateria de 400 km.

A Volkswagen afirma que a versão de produção do I.D. vai custar tanto quanto um VW Golf potente e totalmente equipado. Em outras palavras, não será o Volks-Elektro-Wagen que era esperado antes. Mas isso é algo que os incentivos de governo podem ajudar a Volkswagen a atingir. Vamos esperar pelo que a empresa alemã vai apresentar nos próximos 4 anos.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE e da AEA. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.