Mercedes-Benz começa a vender C 450 AMG no Brasil

No começo dos anos 2000, o Mercedes-Benz Classe C mais forte era conhecido como C 43 AMG. Seu motor V8 4.3 rendia 228 kW a 5.850 rpm e 410 Nm a 3.250 rpm. E o sedã já era um tremendo canhão. É interessante notar como um intervalo de apenas 15 anos pode mudar as coisas. Hoje, o modelo mais forte da linha é o C 63 AMG S, também com um V8, mas 4.0 biturbo, que produz 375 kW e 700 Nm. Surgiu espaço para algo intermediário, que também mereceu a sigla do “Ai, Meu Gizuis”: o C 450 AMG.

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Equipado com um motor V6 3.0, também biturbo, ele consegue ser melhor do que o C 43 AMG original: tem à disposição 270 kW e 520 Nm. E agora está à venda no Brasil, por R$ 309.900, ou US$ 80.400, pelo câmbio atual. Nos EUA, ele vai custar US$ 50.800, ou R$ 195.800.

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Com 4,69 m de comprimento, 2,84 m de entre-eixos, 1,81 m de largura e 1,44 m de altura, ele tem um porta-malas de 480 l. Sua velocidade máxima é limitada a 250 km/h e ele vai de 0 a 100 km/h em 4,9 s.

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Outra característica interessante do sedã é que ele vem equipado com o sistema 4MATIC, de tração nas quatro rodas, que concentra 67% da tração nas rodas traseiras.

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A transmissão é a automática 7G-Tronic de 7 marchas. Apesar de ser chamada de AMG, a versão não foi preparada pela divisão esportiva. Apenas traz a denominação. Uma espécie de badge engineering em família.

 

Gustavo Henrique Ruffo

I have been an automotive journalist since 1998 and have worked for many important Brazilian newspapers and magazines, such as the local edition of Car and Driver and Quatro Rodas, Brazilian's biggest car magazine. I have also worked for foreign websites, such as World Car Fans and won a few journalism prizes, among them three SAE Journalism Awards and the 2017 IAM RoadSmart Safety Award. I am the author of "The Traffic Cholesterol", a book about bad drivers that you can buy at Hotmart, Google Play, Amazon and Kobo.