Chevrolet apresenta no Brasil o Cruze de segunda geração e os preços começam em US$ 25.000. De verdade

Hoje a GM revelou a segunda geração do Chevrolet Cruze no Brasil. E não há nenhuma notícia relevante sobre o carro além dos preços que a GM vai cobrar por ele no mercado brasileiro. A versão LT, a mais barata, vai custar R$ 89.990, ou US$ 24.999, para ser bem preciso. US$ 25.000, para dar o retrato real. E isso deve ser suficientemente assustador para qualquer americano que paga apenas US$ 16.620 por um Cruze equivalente.

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Mas fica pior. A versão LTZ custa R$ 96.990, ou US$ 26.944, e a versão topo de linha, também chamada LTZ (por que não Premier?), é vendida por R$ 107.450, ou US$ 29.850. Com essa quantidade de dinheiro, um americano poderia comprar não um Malibu, mas um Impala.

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O novo Cruze tem 4,67 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,46 m de altura e uma distância entre eixos de 2,70 m. É construído sobre a nova plataforma D2XX, o que torna 113 kg mais leve que o Cruze anterior. Ele tem um porta-malas de 419 l e um tanque de combustível de 52 l, pequeno para os motores flex, especialmente se eles forem usados com etanol. E o Cruze brasileiro oferece essa possibilidade. Com etanol, o motor 1.4 Ecotec oferece 112 kW (153 cv) a 5.200 rpm e 240 Nm a 2.000 rpm. Com gasolina, ele oferece 110 kW (150 cv) a 5.600 rpm e 235 Nm a 2.100 rpm. É muito pior do que a versão argentina do carro, que produz 113 kW (154 cv) a 5.000 rpm e 245 Nm a 2.000 rpm, de acordo com informações da GM argentina. E o Cruze brasileiro é produzido na mesma fábrica. A GM provavelmente reduziu a potência do motor devido a receio de problemas no uso com etanol. Para garantir sua durabilidade.

Havia rumores de que o Cruze sulamericano teria o mesmo motor utilizado pelo Malibu, que tem um deslocamento de 1.490 cm², com pistões de 74 mm de diâmetro e curso de 86,6 mm. A potência máxima é de 121 kW (165 cv) a 6.000 rpm e o torque é de 250 Nm de 2.000 rpm até 4.000 rpm. Para um carro que pode custar tanto quanto um Impala, isso é o mínimo que poderíamos esperamos do Cruze. Pena ele ter desapontado.

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O carro apresenta monitor de pressão de pneu (TPM), OnStar, alerta de ponto cego e sistema de som 2 MyLink com telas sensíveis ao toque de 7 ou 8 polegadas, dependendo da versão de acabamento. A versão topo de linha oferece bancos elétricos, alerta de colisão frontal, aviso de ponto cego e de mudança de faixa, carregamento sem fio para celular e assistente de estacionamento. Isso justifica um preço de US$ 30.000? Possivelmente só para os ricos clientes brasileiros, com sua renda per capita de US$ 11.727. O pobre americano, com sua renda per capita de US$ 54.629, nunca pagaria tanto em um Cruze.

Gustavo Henrique Ruffo

I have been an automotive journalist since 1998 and have worked for many important Brazilian newspapers and magazines, such as the local edition of Car and Driver and Quatro Rodas, Brazilian's biggest car magazine. I have also worked for foreign websites, such as World Car Fans and won a few journalism prizes, among them three SAE Journalism Awards and the 2017 IAM RoadSmart Safety Award. I am the author of "The Traffic Cholesterol", a book about bad drivers that you can buy at Hotmart, Google Play, Amazon and Kobo.