Kia Rio é confirmado para 2016 no Brasil, além de outras três novidades

Em seu almoço de final de ano, a Kia Motors confirmou que finalmente venderá no Brasil o Rio, modelo do segmento B que concorrerá com Ford New Fiesta, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Fiat Palio, Peugeot 208, Citroën C3 e Renault Sandero. O Polo, concorrente da Volkswagen no segmento, já deu adeus ao mercado brasileiro. Há quem diga que o Fox seria o modelo da marca nesta faixa, mas ele é apenas um Gol com ponto H mais alto, com entre-eixos abaixo de 2,50 m.

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Para ser competitivo, o Kia Rio teria de chegar ao Brasil sem o imposto de importação majorado, algo que deve ser possível com a fábrica da Kia no México. O importador brasileiro da marca, o grupo Gandini, tentou de diversas formas ter uma planta no Brasil, mas a matriz nunca concordou. Com a situação atual do mercado brasileiro, pode-se dizer que foi uma sábia decisão.

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Com 4,05 m de comprimento, 1,72 m de largura e 1,46 m de altura (sem tropicalização), o Rio tem entre-eixos de generosos 2,57 m, quase o mesmo do Sandero. Na Argentina, onde ele já é vendido, sua motorização é 1.4, de 80 kW, com opções de câmbio manual de 6 marchas ou automático de 4 marchas. A versão que virá ao Brasil, porém, deverá ter motor 1.6 de 95 kW, com a vantagem de já ser flex. É o mesmo usado no Hyundai HB20 e nos Kia Cerato e Soul, o que facilita bastante a manutenção. O câmbio automático também deve ser o de 6 marchas, também oferecido em todos os modelos citados.

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Seu porta-malas, de 354 litros, é bastante razoável para o tamanho do carrinho. Considerando que os concorrentes têm uma faixa de preço de R$ 50 mil (ainda, se a inflação deixar), o Rio terá de custar mais ou menos o mesmo, a não ser que, como o Soul, ele venha recheado de equipamentos e com a intenção de se tornar um modelo premium. Para um carro nessa faixa de mercado, é tiro no pé. Tomara que ele chegue a preço competitivo. Se tudo der certo, ele vem em julho, importado da Coreia do Sul, mesmo, até o modelo mexicano estar disponível, algo esperado para novembro. Se não der, será preciso esperar pelo mexicano, mesmo.

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Os demais modelos que serão lançados em 2016 são as reestilizações do Cerato (junho) e do Optima (março) e a nova geração do do Sportage (março). Se o clima político mudar até lá, o que parece bastante provável, talvez a Kia consiga voltar a vender a média de 50 mil carros por ano que fazia antes da crise e do aumento protecionista de imposto de importação.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.