Acabou o mistério do 880: conheça a nova Chrysler Pacifica

Você já deve ter gastado algum tempo pensando sobre o vídeo abaixo, que foi postado no site da Chrysler há alguns dias. E a resposta, dada no Salão de Detroit, está acima.  Esta é a nova Chrysler Pacifica, que substituirá a Town & Country, levará 8 pessoas e ter uma economia de combustível de 80 mpg (2,9 l/100 km) com ajuda híbrida. São estes números que fazem o 880 que você vê abaixo.

A nova Pacifica é um veículo de 5,17 m de comprimento, 2,02 m de largura (sem contar retrovisores) e 1,78 m de altura. Não há outra palavra respeitosa que a descreva melhor do que “enorme”. Seu entre-eixos de 3,09 m ajuda a transportar os 8 passageiros com conforto. Mesmo assim, ela é leve, considerando suas dimensões absurdas: apenas 1.964 kg para a versão a gasolina. As versões híbridas serão muito mais pesadas: 2.242 kg, ou 278 kg a mais. Não apenas devido às baterias, mas também ao motor elétrico e seus sistemas de controle eletrônico. Esse baixo peso foi obtido com o uso de componentes de alumínio na carroceria, tais como as portas de correr e a tampa traseira.

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A versão a gasolina é equipada com um motor Pentastar V6 3.6 que gera 214 kW (291 cv) a 6.400 rpm e 355 Nm a 4.000 rpm. Oferecerá uma transmissão de 9 marchas automática, a mesma usada pelo Jeep Renegade. O carro é construído sobre uma plataforma totalmente nova. O site Allpar disse que é a plataforma RU, derivada da CSUW, mas a nova minivan parece ser grande demais para caber uma arquitetura do segmento C. Manteremos um olho nisso para descobrir qual plataforma realmente foi usada.

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A versão híbrida também usa um Pentastar V6 3.6 V6, mas com ciclo Atkinson. Fica muito mais econômico, com isso, mas também menos potente: a FCA informa que ele produz 185 kW (252 cv) a 5.800 rpm e 312 Nm a 4.400 rpm, mas não revela a potência total disponível com os motores elétricos.

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O Allpar, mais uma vez, diz que ele tem 194 kW (264 cv), ou 20 kW a menos que o motor a gasolina comum sozinho. Se isso estiver correto, tememos que a versão híbrida, mais pesada, mais cara e menos potente, será considerada como uma péssima opção de carregador de crianças. Mesmo que possa rodar até 48 km só com electricidade. A transmissão é eletricamente variável (EVT) com dois motores elétricos. Em outros híbridos, um motor funciona como um gerador e os outros impulsiona as rodas, mas a transmissão exclusiva da FCA usa uma embreagem unidirecional, o que permite que ambos os motores trabalhem como geradores ou para mover o carro.

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O nome Pacifica foi revivido, de acordo com Sergio Marchionne, porque havia a necessidade de manter as vendas de unidades da Town & Country e da Caravan por um período de tempo, enquanto o novo modelo era lançado. E a primeira Pacifica foi considerada como um bom veículo. Por que não chamá-la de 700 ou mesmo de 800? Devemos perguntar ao Marchionne, mas, neste ponto, seria só conversa furada.

Entre suas características interessantes, a nova minivan oferecerá as portas deslizantes e tampa do porta-malas elétricas e automáticas, acionadas com o pé, rodas de 20 polegadas opcionais, assistentes de estacionamento paralelo e perpendicular, telas sensíveis ao toque de 10 polegadas para a segunda fila de assentos e nosso favorito, o aplicativo de navegação “Are We There Yet?”, o famoso “Já chegou?”, que dirá às crianças a distância até chegar ao local pretendido. Um dispositivo economizador de paciência paterna. Dos bons!

A nova Pacifica será oferecida nas versões LX, Touring, Touring-L, Touring-L Plus, Hybrid Touring, Hybrid, Limited e Limited Platinum. Não há nenhuma palavra sobre o que cada uma delas trará, mas isso deve ser detalhado quando os preços forem liberados.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.