Kia apresenta um novo Forte/K3/Cerato. Preste atenção antes de comprar um!

Se os carros da Kia fossem pessoas, seriam atores. O mesmo rosto pode ter vários nomes diferentes. Tomemos o exemplo do Kia Forte. Na maioria dos mercados, como o brasileiro, ele é conhecido como o Cerato. Na Coreia, é o K3. Seja qual for o modo como você chama este sedã do segmento C, o Salão de Detroit mostrou que ele vai mudar. Portanto, as versões atuais do carro vão desvalorizar, então lembre-se de pedir um bom desconto em um zero quilômetro com cara velha. Ou esperar até poder comprar o novo.

A grade dianteira, que representa uma boca de tigre estilizada (provavelmente por conta dos Tigres Asiáticos, expressão que se usava para falar de alguns países, entre os quais a Coreia do Sul), ficou maior e agora toca os faróis. O pára-choque dianteiro pode ter dois desenhos: um mais agressivo, tentando apresentar o carro como uma escolha mais esportiva, e o outro apontando para uma sofisticação maior do que a que o Cerato/Forte/K3 efetivamente apresenta. Na parte traseira, novas lanternas traseiras podem usar LEDs opcionalmente.

As versões variarão de país para país, mas naqueles em que o carro é equipado com um 1.8 de 4 cilindros, pode esperar por um novo 2.0, também de 4 cilindros, com ciclo Atkinson. Até agora, este tipo de ciclo foi usado somente quando os motores a combustão eram acoplados a elétricos em híbridos. A razão é que, embora os motores com ciclo Atkinson sejam mais econômicos, eles também são menos potentes do que motores de mesmo tamanho com ciclo Otto. O motor elétrico ajuda a compensar essa falta de potência e torque.

Esta pode ser uma indicação de um Cerato/Forte/K3 híbrido ou de uma nova tendência: a fim de oferecer modelos mais econômicos, as fabricantes podem trocar seus motores atuais de ciclo Otto por outros maiores, mas com potência similar devido ao ciclo Atkinson.

Outra informação interessante é que o novo Cerato/Forte/K3 será o primeiro modelo produzido em Monterrey, no México. Essa planta exportará o novo sedã para os Estados Unidos e também para outros países, como Brasil. Por conta disso, além de chegar a preço mais competitivo, o modelo poderá vir também com o motor 2.0 de ciclo Atkinson, colocando o Cerato finalmente como uma opção aos demais sedãs do segmento C por aqui. A produção está prevista para começar em poucos meses, ainda no primeiro semestre de 2016.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.

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