Próxima geração do Nissan Micra/March surgirá no Salão de Paris 2016

Em alguns países, ele é conhecido como March. Em outros, como Micra. Mas há algo que não mudará quando surgir a nova geração do hatchback do segmento B da Nissan: ele será maior, mais espaçoso e mais sofisticado. E vai aparecer na edição 2016 do Salão de Paris, em outubro, segundo o site italiano Al Volante, que criou a projeção que você vê acima.

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O novo March/Micra terá cerca de 4 m de comprimento, muito maior do que o atual hatchback de 3,83 m, construído sobre a plataforma V, uma arquitetura concebida para mercados emergentes. Os mesmos que atualmente submergem em crise financeira, com exceção da Índia. O novo hatch será produzido sobre a plataforma CMF B. Espera-se que esta plataforma estreie na nova geração do Nissan Juke, ainda este ano. Se o SUV não surgir no Salão de Genebra, talvez tenha apresentação simultânea com o novo hatchback em Paris. O atual Renault Clio, na sua quarta geração, ainda é produzido sobre a plataforma B. Arquiteturas modulares, tais como a CMF, têm sido concebidas a fim de economizar dinheiro com enormes ganhos de escala. O Micra/March será produzido na Europa na mesma fábrica do Renault Clio, em Flins, na França. Outras fábricas que devem produzi-lo são Chennai, na Índia, e Resende, no Brasil.

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A crise que enfrentam mercados emergentes pode ser a explicação para a mudança de estratégia com o Micra/March. Ele não foi tão bem sucedido como a Nissan esperava nestes mercados e tem perdido muito espaço nos países desenvolvidos para projetos maiores e mais refinados, como Ford Fiesta, VW Polo e até mesmo Renault Clio. O March se saiu pior que esses concorrentes mesmo nos países para os quais foi desenvolvido.

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O conceito Sway, apresentado no Salão de Genebra do ano passado, foi tido como uma antecipação da próxima geração do Micra/March. Com a calorosa recepção que teve, só algumas mudanças devem ser feitas a fim de prepará-lo para a produção em massa. Ele terá transmissão manual e automática, provavelmente um CVT, e opções de motores a gasolina de 3 e 4 cilindros. O Al Volante diz que compradores europeus não devem contar com versões a diesel.

Considerando-se como a Renault tem se dado bem na Índia com o Kwid, nós não duvidaríamos de que a Nissan possa construir seu próprio carro sobre a plataforma CMF A. Seria uma maneira de substituir o atual Micra/March em mercados nos quais o preço conta mais do que qualquer outra coisa na decisão de compra dos clientes, deixando a próxima geração para competir em segmentos mais caros. Pelo menos em mercados onde a Nissan não tentou trazer de volta a marca Datsun, como a Índia.

Fonte: Al Volante

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.

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