Sala de comando, perdemos Major Tom

O MotorChase é um canal de notícias automotivas. Temos orgulho em lhes trazer notícias sobre carros e tudo o que se refere a eles. David Bowie não era cohecido por ser apreciador de automóveis. Nem ele produziu qualquer música relacionada a carros. Tanto faz. Ele produziu tantas músicas lindas e incríveis que não poderíamos perder a chance de prestar nossa homenagem a ele. Mesmo porque a maior parte de sua obra deve ter te animado ou te feito pensar na vida em muitas situações. Incluindo ao volante do seu carro favorito, em uma estrada incrível.

Este é o último trabalho de Bowie. Não sabemos se você já parou para ouvi-lo, mas temos certeza de que a letra vai ganhar um significado totalmente diferente agora. É chamada Lazarus, o que retorna dos mortos. Ou o que nunca morre, como a obra de verdadeiros artistas.

Blackstar é uma obra-prima de despedida. E que nos introduziu à triste conclusão contidas no título do presente post: sala de comando, perdemos Major Tom. Muito cedo…

David Bowie foi provavelmente um dos artistas mais criativos e produtivos na história. Você provavelmente vai gastar meses escutando tudo o que ele já gravou. Mas isto é também o que nos faz pensar no que mais ele teria sido capaz de criar se tivesse tido mais uns dez anos de vida. De todo modo, estamos contentes por ele ter feito o máximo dos anos que teve entre nós.

Foram suficientes para que ele não apenas fazer grandes coisas por conta própria, mas também com os amigos. Sob pressão ou não.

Brian Eno, seu parceiro de longa data em canções inesquecíveis, provavelmente ouvirá essa canção incrível em suas orações por Bowie. E com trechos de um dos filmes mais tocantes que já vi, “O Quarto do Filho”.

Gostaria de agradecer a David Bowie do fundo do meu coração pelas músicas incríveis que ele nos deixou. Esta é a minha mais recente favorita, uma que eu posso ouvir em loop infinito sem enjoar. Obrigado, Major Tom. Mire as estrelas, como sempre.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.