É assim que o Peugeot 2008 vai ficar, depois da reestilização

A revista francesa L’Automobile publicou antes de todo mundo a primeira foto do Peugeot 2008 reestilizado. Ele será mostrado no Salão de Genebra. A princípio, parecia que se tratava apenas de uma projeção, mas a mesmíssima imagem começou a pipocar em outros sites, o que mostra que ou a L’Automobile conseguiu uma imagem vazada ou quebrou o embargo.

O Peugeot 2008 foi um sucesso na Europa desde foi lançado, em 2013, mas não repetiu o resultado em outros mercados, como o brasileiro. Principalmente por causa de uma má estratégia. Ele deveria ter uma transmissão automática para a versão mais sofisticada, a Griffe, com o motor 1.6 THP flex de 127 kW (173 cv). Não tem. A transmissão automática está disponível apenas para o motor mais fraco, e tem só 4 marchas… o 2008 deveria ter um motor mais forte em sua versão de entrada, mas ele usa um 1.6 naturalmente aspirado de 90 kW (122 cv).

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Coloque isso ao lado de uma rede de concessionários mal avaliada e de uma aparência que não é tão robusta quanto a do Jeep Renegade, por exemplo, e você entende as vendas fracas que ele apresentou até agora.

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O 2008 tem 4,16 m de comprimento, 1,74 m de largura, 1,58 m de altura e uma distância entre eixos de 2,54 metros. Seu peso varia de 1.183 kg para 1.231 kg. Seu porta-malas pode transportar até 285 l de bagagem. O reestilizado traz molduras nas caixas de roda, o que faz com que elas pareçam maiores, uma grade dianteira mais projetada para a frente em sua parte superior, o que deixa o desenho mais quadrado e robusto

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O interior, como se pode ver, é basicamente igual. Deve ser o suficiente para o 2008 continuar a vender bem na Europa. Por aqui, com a crise econômica, ele vai precisar de mais do que apenas a reestilização. Um câmbio automático de seis marchas na versão THP e um motor mais potente na versão de entrada cairiam muitíssimo bem.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.

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