Bugatti Chiron aparece na pista de Le Mans e vira tempo mais rápido que o competidor mais veloz

Enquanto os pilotos competiam para escrever seus nomes na história das 24 horas de Le Mans, a Bugatti lançou uma nota humilhante para todos os carros de corrida. Antes de começar a prova, Wolfgang Dürheimer, presidente da Bugatti, foi dar uma volta na pista de corrida com o Chiron. E marcou quase 380 km/h com ele, ficando com um tempo melhor do que o de todos os carros de corrida, de acordo com a Bugatti.

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Esta foi a apresentação oficial do carro na França. Com um veículo que ainda não é o de produção, já que o carro só terá seu lançamento comercial em setembro. Este lançamento será marcado pela primeira entrega oficial, provavelmente para um cliente holandês. O Chiron tem 4,54 m de comprimento, 2,04 m de largura, 1,21 m de altura e uma distância entre eixos de 2,71 m. Ele é alimentado por um motor W16 8.0 com “turboalimentação de dois estágios”. Este motor gera 1.103 kW (1.500 cv) a 6.700 rpm e 1.600 Nm de 2.000 rpm até 6.000 rpm.

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Uma das características mais impressionantes do Chiron é seu velocímetro de 500 km/h. Não que ele possa alcançar esta velocidade: a Bugatti diz que o modelo é capaz de atingir 420 km/h e ir de 0 a 100 km/h em menos de 2,5 s.

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Um dia antes de ser mais rápido do que todos os carros de corrida, o Chiron foi apresentado ao público em um desfile.

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Este tradicional desfile acontece com todos os pilotos que participarão de Le Mans a cada ano. Nós nos perguntamos porque a Bugatti não decidiu competir, sendo tão superior em desempenho quanto aos carros de corrida, como ela afirma. Limitações do regulamento? Medo do que um teste de resistência tão duro poderia mostrar sobre o desenvolvimento atual do carro? A Bugatti diz de 200 dos 500 carros que serão produzidos no total já foram vendidos. Provavelmente ela não quer por em risco as vendas dos 300 carros que ainda não têm um dono. Com um preço inicial de € 2,4 milhões, esta é uma preocupação que faz todo o sentido.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.