Ford lança segunda geração do Edge no Brasil. Por R$ 229.900, ou US$ 69.976

A segunda geração do Ford Edge foi oficialmente apresentada ontem no Brasil. O SUV, que é produzido no Canadá, chegou aqui apenas na versão Titanium. E será vendido por R$ 229.900. Isso dá exatos US$ 69.976. Quase US$ 70.000, o que, nos EUA, permite comprar dois Ford Edge Titanium, que custa US$ 35.600. Se fosse o caso de comprar um modelo só, a Ford não vende nada nessa faixa de preço. Seu modelo mais caro, o Expedition, começa em US$ 46.225 e vai até US$ 63.307. Você teria de comprar um Lincoln. Mais exatamente o Navigator Reserve 300A, que custa US$ 71.260. Ou US$ 63.195, na versão Select 200A. E ainda sobraria um belo troco.

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Mas você não mora nos EUA, tem o dinheiro e não liga em pagar o dobro pela mesma coisa. Neste caso, o Edge oferece uma série de tecnologias interessantes, como a abertura do porta-malas por gesto (basta passar o pé sob o para-choque traseiro). Ele tem 4,78 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,74 m de altura e um entre-eixos de 2,85 m. Como o Ford Fusion de segunda geração, com o qual ele divide a plataforma CD4. Ele usa o motor V6 3.5 TiVCT, um nome bonito para Duratec. Ele rende 210 kW a 6.500 rpm e 339 Nm a 4.000 rpm. O câmbio é automático de 6 marchas.

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O crossover também conta com freio de mão elétrico, sistema de estacionamento automático, bancos dianteiros com ajuste elétrico em 3 posições, que incluem os retrovisores e a coluna de direção, também com regulagem elétrica, ar-condicionado digital bizona, alerta de batida, câmera dianteira com visão em 180º (o Nissan Kicks, a R$ 89.900, oferece visão em 360º), alarme, partida sem chave e acendimento automático dos faróis, com ajuste automático do farol alto.

O crossover médio será oferecido em oito cores (vermelho Vulcano, vermelho Vermont, azul Waterloo, azul Creta, preto Astúrias, cinza Moscou, prata Dublin e branco Sibéria) e o interior tem 3 opções: preto, marrom e bege. Provavelmente só com algumas cores, como acontece com o Kicks.

 

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.