Mini apresenta o novo Countryman. E sua versão híbrida plugin, a Cooper S E

A Mini revelou o Countryman, que será oficialmente apresentado ao público no Salão de Los Angeles, com uma inovação muito importante em sua 2ª geração. Ela não está relacionada à sua plataforma, a UKL2, que é compartilhada com a 2ª geração do BMW X1, mas com a nova incursão da marca na eletrificação. Podemos dizer que a versão mais importante do novo carro é a Cooper S E, o primeiro híbrido plugin oferecido pela empresa.

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Antes do Countryman, a Mini tinha apenas um carro elétrico, o Mini E, que foi mais uma vitrine de tecnologia do que um carro de produção real. Especialmente porque só tinha 2 assentos, já que suas baterias tomavam todo o espaço (pequeno) que o carro tinha para os passageiros traseiros. O Contryman Cooper S E é um animal totalmente diferente. Pode levar 5 pessoas. Estrategicamente, a Mini não liberou fotos do porta-malas do crossover, já que ele deve ter sido sacrificado para as baterias de alguma forma.

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O Countryman comum pode transportar 498 l de bagagem. Antes de entrar em detalhes sobre o plugin, é melhor falarmos sobre o novo Countryman como um todo.

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O crossover de 2ª geração tem 4,31 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,56 m de altura e uma distância entre eixos de 2,68 m. Seu vão livre de 16,5 cm não é surpreendente, mas também não é tão ruim.

O carro terá 6 versões além da Cooper S E. A Cooper, de entrada, será alimentada por um motor de 1,5 litros e 3 cilindros turbinado a gasolina que entrega 100 kW e 220 Nm. Daí em diante você também pode escolher o Cooper S (motor 2.0 de 4 cilindros turbo a gasolina que produz 141 kW e 280 Nm) e, na Europa, o Cooper D (4-cilindros 2.0 turbodiesel de 110 kW e 330 Nm) e o Cooper SD (o mesmo turbodiesel, mas com 140 kW e 400 Nm). Para os EUA, você terá o Cooper ALL4 e o Cooper S ALL4, com os mesmos motores do Cooper e do Cooper S. A diferença é o sistema de tração nas 4 rodas. As opções de transmissão são o câmbio manual de 6 marchas, o automático de 6 marchas para o Cooper e Cooper D e o automático de 8 marchas para todos os ALL4, Cooper S e SD.

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O Cooper S E usa o mesmo motor de 3 cilindros e 1,5 litros do Cooper acoplado a um motor elétrico que fornece 65 kW adicionais. A potência total do powertrain híbrido chega a 165 kW, o que é surpreendente, considerando que a maioria dos híbridos apresenta alguma perda de potência devido à integração de motor de combustão interna com a unidade elétrica. O torque máximo é 385 Nm. Essa é a versão perfeita para os EUA, onde o híbridos plugin venderam muito até agora. Além disso, qualquer versão diesel iria enfrentar muita resistência dos clientes após o Dieselgate da Volkswagen.

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O Cooper S E pode atingir uma velocidade máxima de 125 km/h no modo somente elétrico, com um alcance de 40 km. Mais do que suficiente para a maioria de deslocamentos diários. A recarga leva 2h 15 em uma Wallbox, o sistema de carregamento rápido da Mini, enquanto uma tomada comum requer 3h15 para carregar totalmente as baterias de 7,6 kWh. O tanque de combustível contém apenas 35 l de gasolina, mas seu consumo de combustível é estimado em 2,1 l/100 km, o que resulta em uma autonomia de 1.667 km. Além de ser limpo, o Countryman Cooper S E pode acelerar de 0 a 100 km/h em 6,9 s.

Gustavo Henrique Ruffo

Sou jornalista automotivo desde 1998 e trabalhei para alguns dos meios, especializados ou não, mais importantes do Brasil, como Folha de S.Paulo, Jornal do Carro, a finada Oficina Mecânica, Gazeta Mercantil, WebMotors, FlatOut, Car and Driver e Quatro Rodas. Também escrevi para meios estrangeiros, como o site World Car Fans, e ganhei alguns prêmios de jornalismo, da SAE, da AEA e o IAM RoadSmart Safety Award 2017, pelo The Guild of Motoring Writers. Também sou autor do livro "O Colesterol do Trânsito", sobre maus motoristas, que pode ser comprado como ebook no Hotmart, na Amazon e como cópia física no Clube de Autores.